Artigos de Opinião
Aposta nas pessoas. Assembleia Municipal de Guimarães aprova Orçamento para 2011.
Pensar nas pessoas implica olhar para o futuro, porque se temos de tomar atitudes imediatas, temos de olhar para este momento histórico e construir os alicerces sólidos, firmes, capazes de assegurar um futuro mais consistente.
É aqui que se enquadra o assumir integral do desafio da Capital Europeia da Cultura. Estamos entre as 45 cidades em toda a Europa escolhidas, de Istanbul a Liverpool, de Salónica a Guimarães. Fomos seleccionados para acolher uma dos programas culturais mais desafiantes de toda a União Europeia. Não foi por acaso. Foi pela história, mas sobretudo pela nossa capacidade presente.
Recomeços. Artigo de opinião no Povo de Guimarães
A nossa região vive agravadamente esta crise internacional, mas devemos concentrar esforços para a ultrapassar. Temos factores críticos de sucesso que nos podem diferenciar: uma capacidade de trabalho e de iniciativa inegável, instituições de ensino e de investigação de excelência, uma juventude que precisa de esperança e de oportunidades. Temos potencialidades no turismo, na cultura, mas também nas indústrias com tradição e nas novas que estão a surgir, muito pela acção directa ou indirecta da Universidade do Minho. Temos capacidades para atrair os melhores e esse é um desafio do mundo moderno. Uma sociedade aberta deve estar apta a acolher os melhores e isso aplica-se aos países mas também às cidades e às regiões.
Os próximos anos precisam de agentes políticos, económicos e sociais que assumam estes desafios e apontem caminhos. Fácil não será, não tenhamos ilusões, mas com trabalho e determinação seremos capazes de construir uma melhor sociedade. É o que espero.
Rigor e confiança - artigo no Povo de Guimarães

Reuni recentemente com responsáveis do Centro de Emprego de Guimarães, procurando respostas para ultrapassar o elevado desemprego existente no Concelho. Disse na altura que era o problema social mais grave, que importava apostar na formação, dando assim mais oportunidades para os desempregados, denotando que estava a ser feito um esforço pelos portugueses nesse âmbito. Lembrei a importância do serviço público de emprego ir ao encontro das empresas e definir estratégias para a colocação do maior número de pessoas, mas a criação de emprego estará sempre indissociável do crescimento económico. Questionei, por fim, o PSD local sobre a proposta de retirar da Constituição a proibição de despedimentos sem justa causa, apresentada pela sua direcção nacional e já criticada por constitucionalistas longe de serem considerados próximos do PS, como o caso de Marcelo Rebelo Sousa, que a considerou uma grande confusão. Não descortinei até ao momento qualquer resposta – por esquecimento ou por vergonha? Definitivamente os problemas do País não estão na Constituição.
PSD Guimarães falha na abordagem ao desemprego na região
O PSD falha na abordagem que faz ao nível do desemprego em Guimarães. É alto, é muito alto, mas como pediu o Presidente da República é preciso falar verdade sobre o tema.
Foi esta a resposta que dei, deixando um desafio do PSD.
A questão do desemprego no País (poderíamos também alargar a toda a Europa, mas foquemos a atenção no País) é da maior importância e considero a questão social mais grave que Portugal enfrenta actualmente e Guimarães vive também esse drama, fruto das condicionantes industriais conhecidas. Sempre o disse e repito-o.(...)
No mesmo documento enviado referem uma taxa de desemprego para o Concelho de Guimarães. É pena que o PSD concelhio não tenha feito o trabalho de casa. Não há taxas de desemprego ao nível concelhio. A única taxa é a indicada trimestralmente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e é nacional ou ao nível da NUT II (Região Norte, no caso), nunca concelhia. A confusão deve ser com o número de inscritos nos Centros de Emprego. Aproveito para explicar que é diferente. Trata-se de número de inscritos, não de taxa de desemprego. (...)
Deixo em jeito de desafio, mas sobretudo de curiosidade política, uma questão sobre a proposta de revisão constitucional do PSD. Está assumida, e entretanto reafirmada, o fim da inscrição na Constituição do impedimento dos despedimentos sem justa causa (art.53º). Como a missiva de V. Exa. é sobre o desemprego esta é uma boa matéria para discussão. O que é que o PSD de Guimarães e os Deputados social-democratas pensam sobre a matéria. São ou não a favor da proposta da liderança do PSD sobre o fim dos despedimentos sem justa causa? Votarão estas propostas? Actualmente o desemprego é elevado, estamos de acordo. E com a possibilidade de despedir livremente como seria? (...)