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Intervenção no Congresso nacional do PS
Intervenção no Congresso nacional do PS
Este Congresso já ganhou na clarificação. E nós sabemos de que lado estamos.
Clarificação entre um Governo liberal e anti-social e um Partido Socialista que encontra nas pessoas, nos seus problemas, nos seus anseios a razão da acção política.
Um PS que sairá de Braga mais preparado para enfrentar os desafios que temos pela frente.
É um combate para o qual estão convocados todos os portugueses que defendem um Estado eficaz, mas humano.
2011-09-10

Caras e caros camaradas
Este Congresso já ganhou na clarificação. E nós sabemos de que lado estamos.
Clarificação entre um Governo liberal e anti-social e um Partido Socialista que encontra nas pessoas, nos seus problemas, nos seus anseios a razão da acção política.
Um PS que sairá de Braga mais preparado para enfrentar os desafios que temos pela frente.
É um combate para o qual estão convocados todos os portugueses que defendem um Estado eficaz, mas humano.
Um Estado rigoroso nas suas contas, mas que olha para as pessoas, com a sua própria dignidade.
Um Estado sustentável mas que garanta aquilo que deve garantir aos cidadãos e não uma política de mínimos.

Quando o actual Governo propõe uma política de mínimos sociais está a dizer aos mais desfavorecidos que só têm direito à sobrevivência.
Está a lembrar à classe média que se deve desvincular do Estado e das suas responsabilidades.
O governo pretende desresponsabilizar o Estado da maioria das funções que só ele poderá desenvolver com equidade e com justiça relativa.
 
Quando um Ministro da Saúde diz que vai haver menos serviços, não por serem menos necessários, mas porque olha para a vida das pessoas como uma folha de cálculo, nós devemos denunciar esta insensibilidade;

Quando o Ministro das Finanças anuncia aumento de impostos sem equidade, com injustiça, atacando o subsídio de Natal dos simples trabalhadores, deixando de lado aqueles que vivem dos dividendos e dos juros, devemos denunciar
Quem trabalha, quem se levanta às 6 da manhã, como dizia o líder do PP na oposição, esse trabalhador paga muito mais IRS e vai ficar sem metade do subsídio de Natal.
Foi este Governo que prometeu um visto familiar em cada medida que aprovasse. Pois no corte do subsídio de Natal cada filho vale 12 € de bonificação. 12€ por cada criança e chamam a isto um visto familiar.

Quando o Ministro da Segurança Social se prepara para aligeirar a fiscalização nos refeitórios das instituições que servem os idosos, nós temos de denunciar.
O Ministro da Segurança Social devia defender os mais fracos e o que faz é manter a pobreza, institucionalizar a pobreza.

O Ministro da economia pode ter um super ministério, pode ter uma super chefe de gabinete, mas tem apenas mini-políticas. Não se ouve, não se vê. Não se sabe o que pensa e o pouco que se sabe é diferente do seu colega das finanças.
Não há um argumento, uma linha, um pensamento sobre como promover o crescimento económico: nem boa, nem má. Nada.
E o mesmo Ministro da Economia acabou esta semana de rasgar o acordo de concertação social.
O Governo deu ordens ao PSD e ao PP para não cumprirem a parte que dava garantias aos trabalhadores.
Nós não aceitaremos uma cavalgada ideológica contra os trabalhadores, contra o mundo do trabalho.
Seremos fiéis à aposta na concertação social. Uma palavra para o importante papel da Tendência Sindical Socialista. Com a independência que sempre pugnamos deverão ter um papel ainda mais importante na dinâmica do PS e na busca das melhores soluções para os problemas dos trabalhadores.

Caras e caros camaradas,
Caro AJ Seguro és o SG de todos os socialistas.
O PS tem um caminho pela frente.
O PS sai do Congresso unido, com um líder, com uma direcção.
Faremos contigo uma oposição clara ao Governo mais liberal e conservador que Portugal teve.
Apresentaremos as nossas propostas com credibilidade e responsabilidade, ao longo dos próximos quatro anos.

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